sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Não foque apenas nos custos do projeto

 

Cada ação deve ser analisada a partir do que ela pode representar para a corporação


O princípio fundamental da gestão do portfólio de projetos é que primeiro deve-se eleger os objetivos para depois selecionar as ferramentas e os investimentos necessários para alcançá-los. No caso de atividades que envolvam algum tipo de mudança na organização, a tarefa de definir os resultados pretendidos nem sempre representa uma atividade fácil para a área de TI, já que depende de questões que vão além das metas palpáveis.

Para Chris Potts, especialista em estratégias de TI da consultoria Dominic Barrow e autor do livro "fruITion - Creating the Ultimate Corporate Strategy for Information Technology" (ainda sem tradução para o português), existem três caminhos que podem ajudar o CIO a gerenciar melhor os investimentos em iniciativas que impactem em mudanças:

1. Cenário – o gestor de TI precisa analisar como os objetivos de negócio da corporação têm se transformado. Por exemplo, se antes da crise a empresa estava focada em reduzir custos e agora está orientada a retomar o crescimento, deve priorizar os projetos nesse sentido.

2. Visão do todo – os projetos precisam ser avaliados sob o ponto de vista da contribuição que eles trarão para o portfólio de TI, não apenas por seus méritos individuais. Isso significa que muitas vezes o CIO precisará abrir mão de iniciativas que tenham um excelente ROI (retorno sobre investimento), mas que não se encaixam com o resto das iniciativas.

3. Além do custo – cada ação deve ser analisada a partir do que ela pode representar para a corporação, mas sem levar em conta apenas os custos. Em outras palavras, o CIO vai muitas vezes ser obrigado a investir em projetos que apresentam baixo ou nenhum retorno, mas que são fundamentais para o futuro da organização.
Ainda de acordo com Potts, é comum que as empresas tratem os custos de um projeto como o principal fator para tomar decisões de investimento. “Mas essa abordagem pode esconder outros fatores, possivelmente mais significativos, para garantir o sucesso das iniciativas”, afirma. Segundo o especialista, cabe ao gestor de TI comprovar como as iniciativas podem tornar a empresa mais produtiva e contribuir para resultados em longo prazo.
 
 
Fonte: http://cio.com.br/gestao/2013/11/21/nao-foque-apenas-nos-custos-do-projeto/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Veja como usar o TrueCrypt para proteger seus dados com criptografia


A palavra “criptografia” tem recebido mais atenção do que de costume após o vazamento das fotos da atriz Carolina Dieckmann. A coluna Segurança Digital de hoje vai mostrar, na prática, como usar a criptografia por meio do programa gratuito (e de código aberto) TrueCrypt, que serve para “embaralhar” seus dados e impedir que alguém que tenha acesso ao computador de forma física consiga lê-los.
O colunista do G1 Ronaldo Prass já mostrou como usar o BitLocker. No entanto, o BitLocker não está disponível para quem não tem o Windows 7 Ultimate (ou o Enterprise, que só está disponível para empresas). O TrueCrypt é uma solução para qualquer versão do Windows.
É importante deixar claro que a criptografia é especialmente útil para reduzir os impactos da perda ou furto de um notebook, por exemplo, mas provavelmente não vai proteger os dados de uma invasão remota de hackers ao sistema. Dito isso, vamos ao tutorial.

TrueCrypt tem tradução parcial para o português. (Foto: Reprodução)
Primeiros passos
Faça o download do TrueCrypt no site TrueCrypt.org. Você provavelmente vai querer também a tradução para Português do Brasil, disponível também no site do TrueCrypt (nesse endereço). O arquivo ZIP baixado precisa ser extraído e o arquivo colocado na pasta do TrueCrypt (normalmente C:\Arquivos de Programas\TrueCrypt).
Depois, rode o TrueCrypt. Clique em Settings > Language e escolha o Português-Brasil. Quando clicar em OK, a interface imediatamente ficará em Português.
Criando um “recipiente” criptografado
O TrueCrypt pode ser usado para criptografar unidades inteiras de disco rígido. No entanto, a maneira mais fácil de usá-lo é criando um recipiente. Nessa configuração, o TrueCrypt irá criar um arquivo criptografado no disco rígido e você poderá copiar arquivos para dentro dele.
Clique em Volumes > Criar novo volume. Deixe marcada a primeira opção e clique em “Avançar”. Novamente, deixe marcada primeira opção (Volume TrueCrypt Padrão) e clique em Avançar. Na tela seguinte, clique em “Arquivo” e selecione uma pasta onde o arquivo do TrueCrypt será criado. Dê um nome ao volume, e termine-o com a extensão .tc (o TrueCrypt não a adiciona automaticamente).

Tela de criação de novo volume do TrueCrypt. (Foto: Reprodução)
Na tela seguinte é possível escolher as configurações de criptografia. AES é uma boa configuração, mas você pode escolher as que estão mais abaixo na lista se o desempenho não for um problema.
Em seguida, você deve definir o tamanho do volume, ou seja, a quantidade de dados que você pretende armazenar no recipiente. Se você quer um volume flexível, coloque um valor alto e atente para uma configuração numa tela mais adiante para transformá-lo em volume dinâmico.

Para montar um volume, é preciso fornecer a senha e/ou todos os arquivos-chave configurados. (Foto: Reprodução)
Avançando, é o momento de definir a senha. Senhas recomendadas para o TrueCrypt têm pelo menos 20 caracteres. Mas outra maneira de aumentar a segurança é utilizando um “arquivo chave”. Basicamente, o TrueCrypt irá usar um ou mais arquivos como se fosse uma senha. Além de usar qualquer arquivo que você tenha à disposição (incluindo músicas, fotos e vídeos), o TrueCrypt também pode gerar um arquivo-chave com finalidade estritamente criptográfica.
É muito importante que você não perca o arquivo usado e que esse arquivo nunca seja modificado de qualquer forma, mesmo que minimamente – por exemplo, apenas abrir e salvar um documento do Word já modifica alguns dados, e mudar as informações de “artista” e “título” de um MP3 também. Se você não tiver todos os arquivos-chave definidos, não será possível abrir os arquivos criptografados de nenhuma forma!
Se você definir uma senha, ela será usada em conjunto com os arquivos-chave. Se você definir mais de um arquivo-chave, todos serão necessários para abrir o volume com os dados do TrueCrypt. Caso não queira definir um arquivo-chave, use uma senha muito forte.
Na próxima tela é preciso definir o sistema de arquivos (escolha NTFS se você precisa armazenar arquivos grandes ou se o seu volume tem mais de 30 GB). Se você definiu um valor muito grande para o volume, aqui é o momento de marcá-lo como dinâmico. Nessa configuração, o arquivo do TrueCrypt vai crescer conforme arquivos forem adicionados; se a caixa “dinâmico” não for marcada, ele será imediatamente criado com um tamanho idêntico ao máximo configurado.
Fique movimentando seu mouse nesta tela, porque o movimento do mouse será capturado para ser usado no gerador de arquivos aleatórios do TrueCrypt, aumentando a segurança da chave criptográfica. Depois de mover seu mouse por alguns segundos, clique em “Formatar”. O TrueCrypt irá voltar para a tela inicial de criação de volume – clique em Cancelar.

Mexa seu mouse dentro da janela do TrueCrypt para gerar uma chave mais forte. (Foto: Reprodução)
Montado o volume, clique em “Volumes” > “Selecionar arquivo” ou no botão “Arquivo”. Selecione o volume que você criou. Na parte inferior do TrueCrypt. Na janela principal do TrueCrypt, escolha uma letra de unidade – por exemplo, Z:, e clique em “Montar”.
Digite a senha ou configure os arquivos-chave e clique em OK. Se tudo der certo, a unidade Z: (ou a que você selecionou) vai aparecer. Basta copiar os arquivos para ela e eles estarão sendo automaticamente criptografados. Quando terminar, você pode ir no TrueCrypt e “desmontar” a unidade.

Criptografando um drive USB (HD externo ou pen drive)

A letra da unidade a está na coluna do meio. (Foto: Reprodução)
Você pode mover o seu arquivo do TrueCrypt para um pen drive e montá-lo com o procedimento acima diretamente dele. No entanto, pode ser que você queira transformar um pen drive inteiro em um drive criptografado – e isso é possível com o TrueCrypt.
O procedimento é semelhante. Clique em Volumes > Criar novo volume. Desta vez, selecione a segunda opção, “Criptografar uma partição/unidade não-sistema”.  Quando o TrueCrypt solicitar a localização do volume (dispositivo), clique em “Dispositivo” e tome muito cuidado para selecionar a mídia removível correta. A letra da unidade em que o pen drive ou HD externo está conectado estará na coluna do meio.
Na tela seguinte o TrueCrypt irá perguntar se você deseja formatar o drive e criar um volume vazio ou criptografar os arquivos que já estão presentes na mídia. A primeira opção é melhor e, além disso, a segunda opção não vai funcionar em drives que estiverem em FAT. Ou seja, você quer criptografar um drive portátil, a melhor coisa é tirar os arquivos que estão nele, formatá-lo pelo TrueCrypt e depois recolocar os arquivos.
Os passos seguintes são idênticos aos mencionados anteriormente. Agora, para acessar seu pen drive, você deverá montá-lo pelo TrueCrypt e nunca tentar adicionar arquivos diretamente pela letra que o Windows atribui ao drive. Se você tentar isso, o Windows vai dizer que precisa formatar o drive, e ao fazer isso, você irá remover a criptografia do pen drive e também todos os arquivos que estavam nele.
É claro que você só vai conseguir abrir os pen drive em um computador que tenha o TrueCrypt instalado. Ou seja, não tente esse procedimento com a memória do seu celular ou com o cartão da sua câmera fotográfica.
Criptografando o HD do sistema

Se a unidade do sistema for criptografada, TrueCrypt exige senha na inicialização do PC. (Foto: Reprodução)
Você também pode criptografar o HD inteiro do sistema operacional. Nessa configuração, o Windows exigirá uma senha para ser iniciado. Ao contrário da sua senha de log-in do Windows ou qualquer outra do gênero, a senha do TrueCrypt garante que os arquivos do HD estejam completamente ilegíveis.
Este procedimento, se feito incorretamente, pode impedir o Windows de iniciar. Somente prossiga se você tem conhecimento ou os recursos necessários para recuperar o sistema.
Clique em Volumes > Criar novo volume e selecione a terceira opção, “Criptografar a partição ou unidade do sistema inteira”. Ele vai questionar se você quer uma unidade “Normal” ou “Oculto”. Selecione “Normal”. Em seguida, você deve escolher se quer criptografar apenas a partição do Windows ou o disco rígido inteiro. Não é incomum que o disco rígido tenha uma única partição (apenas o “C:”) e, nesse caso, as duas opções são a mesma coisa. Normalmente, você vai querer criptografar a unidade inteira.
Na tela seguinte, o TrueCrypt irá perguntar se você quer criptografar a “Área Protegida”. Se o seu computador tem ferramentas de diagnóstico fornecidas pelo fabricante, a opção deve ser “Não”. Na dúvida, deixe em “Não”. Avançando, o TrueCrypt questiona se o disco tem mais de um sistema operacional – se você não sabe, a resposta é não, então coloque “Boot único”.
Em seguida, você terá de configurar a senha do drive do TrueCrypt e um disco de recuperação – o TrueCrypt vai exigir que você grave esse disco em um CD ou DVD antes de deixá-lo prosseguir. Esse disco é importante caso algum problema no processo impeça o Windows de iniciar.
Feito isso, o TrueCrypt perguntará se você deseja realizar algum tipo de limpeza no disco rígido. Isso é importante se você quer impedir que os dados atualmente armazenados no disco sejam recuperados. Esse procedimento é bastante lento; o procedimento de 35 ciclos irá levar muito tempo e normalmente não é necessário.
Escolhida a opção, o TrueCrypt solicitará que o sistema seja reiniciado. Se der tudo certo, o TrueCrypt irá solicitar a senha que você configurou antes de iniciar o Windows. Mas isso é apenas um teste que o TrueCrypt realiza para saber se o componente de inicialização foi instalado corretamente.
Depois que o Windows iniciar, o TrueCrypt vai de fato começar a criptografar os arquivos. Esse processo pode levar bastante tempo. Tenha cópias dos seus arquivos antes de iniciar esse procedimento, porque uma falha de hardware, software ou até a interrupção da energia podem causar perda de dados. Esse procedimento vai levar ainda mais tempo se você selecionou alguma limpeza para ser feita nos dados existentes.

Este processo poderá levar um bom tempo, dependendo do tamanho do HD, criptografia escolhida e desempenho do computador. (Foto: Reprodução)
Volumes ocultos
Os “volumes ocultos” do TrueCrypt servem para que você consiga criar dois volumes dentro de um único arquivo ou unidade protegida pelo TrueCrypt.
Funciona da seguinte forma: você tem um volume normal, “A”, e um volume oculto “B”. Você armazena os arquivos realmente sensíveis em “B”, mas coloca algumas coisas aparentemente sensíveis em “A”.
Se você for forçado a fornecer a senha do TrueCrypt, você pode fornecer a senha do volume “A” para fazer com quem pensem que você já forneceu os arquivos que estavam criptografados. Porém, não será possível saber que havia o volume “B”. Essa é a função de um volume oculto.
Encrypting File System (EFS)

Criptografia do Windows é acessível, mas pode confundir. (Foto: Reprodução)
Além do Bitlocker, mencionado no início desta coluna, o Windows possui outra função para criptografar arquivos. É o Encrypting File System (EFS). Utilizá-lo é muito simples: basta clicar com o botão direito em um arquivo, selecionar “Propriedades”, clicar no botão “Avançado” e marcar a opção “Criptografar o conteúdo para proteger os dados”.
No entanto, é preciso ter bastante cuidado com o EFS. Em alguns casos, você pode acabar gravando dados em DVD, compartilhando ou fazendo backup da informação criptografada. Esse arquivo será ilegível. Portanto, é importante sempre desmarcar a opção de criptografia.
Com o TrueCrypt, os arquivos são apenas criptografados quando estão em um volume montado pelo TrueCrypt. Copiar para um volume não-criptografado automaticamente decodifica os dados. No caso do EFS, isso é mais complexo – os dados só serão decodificados se a unidade for FAT. Ou seja, pode acontecer de você copiar um arquivo criptografado para um pen drive comum e não conseguir abrir os dados em outros computadores. Nesse sentido, o comportamento do TrueCrypt é mais previsível.
Além disso, a criptografia do EFS depende da senha do usuário do Windows e pode ser quebrada com mais facilidade. De qualquer forma, fica o registro como alternativa.


Fonte: http://g1.globo.com/platb/seguranca-digital/2012/05/21/veja-como-usar-o-truecrypt-para-proteger-seus-dados-com-criptografia/.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


Cinco tecnologias móveis devem ser predominantes em 2014

Aplicativos de 64 bits, co-processadores de movimento, iBeacons, Miracast e MBaaS, todos podem estar prestes a alcançar grandes feitos



Olhe para o seu iPad, iPhone, Galaxy, ou qualquer que seja o seu dispositivo móvel no momento. O que você tem em suas mãos, hoje, deve passar por melhorias graves em 2014, graças às tecnologias usadas incialmente em 2013. Para algumas pessoas, o aproveitamento desses novos recursos e melhorias vai significar uma nova geração de dispositivos e apps. já alguns proprietários de dispositivos top de linha hoje - especialmente aqueles que compraram os mais recentes modelos da Apple - vão poder acessar algumas dessas melhorias nos dispositivos que eles já possuem. E quais seriam elas?

1. Aplicativos de 64 bits

O iOS 7 estreou com o processador Apple A7, de 64 bits, presente nos iPhone 5s, iPad Air, e iPad Minicom tela Retina. Como o Apple Xcode IDE 5 permite a criação de aplicativos de 64 bits a partir do código existente, veremos aplicativos iOS de 64 bits se tornarem mais comuns em 2014. Tal como acontece com a transição para aplicativos de 64 bits no Mac OS X Snow Leopard, a maioria dos aplicativos não vai realmente tirar proveito da maioria dos recursos de processamento e memória em suas primeiras versões de 64 bits, seja porque os desenvolvedores ainda não descobriram como obter o efeito máximo no primeiro go-round, ou porque queiram evitar que as versões de 32 bits de seus aplicativos usados ​​em dispositivos mais antigos pareçam radicalmente inferiores até que o mercado de dispositivos de 64 bits seja grande o suficiente.

Depois que a Apple lançou o A7, em setembro, vários fabricantes de smartphones Android disseram que também lançariam dispositivos de 64 bits, provavelmente usando um recente design de referênciada ARM. A CES 2014, que começa amanhã, deve confirmar esta tendência. Mas ela não fará muita diferença até que o Google tenha uma versão de 64 bits do Android para rodar nesses equipamentos. O que só deverá acontecer a partir do segundo semestre de 2014.

2. Sensibilidade espacial

Em 2013, a Motorola Mobility lançou seu coprocessador demovimento, X8, no Moto X, e a Apple seguiu com seu próprio coprocessador movimento, o M8, no iPhone 5s, iPad Air, e iPad Mini Retina. Com eles, smartphones e tablets podem ser usados suportando outros itens que necessitem de sensores de movimentos, tais como monitores de fitness e dispositivos de navegação.

Um coprocessador de movimento irá tornar mais fácil para os dispositivos móveis incorporar o rastreamento de seu próprio movimento, bem como a de periféricos como os usados nas áreas de saúde e fitness. O uso do coprocessador significa menor uso (e utilização de energia) do processador principal, de modo que os aplicativos que usam sensibilidade espacial derivada do movimento sejam executados pelo coprocessador, sem grande consumo de bateria. Se você usa o GPS do seu dispositivo móvel já deve ter percebido como ele drena a bateria em questão de minutos....

Com o processamento de movimento disponível em mais dispositivos, aplicações e periféricos devem proliferar. Mais uma vez, o mundo iOS deve largar na frente, já que o processamento de movimento agora é padrão em todos os novos dispositivos da Apple, enquanto que no mundo Android, apenas a Motorola e a Google já ofereçam o recurso em poucos modelos. Mais uma vez, a CES 2014 pode ser palco para a apresentação de novidades de outros fabricantes nessa área. A ver.

3. Beacons

Aos poucos, especialmente nos Estados Unidos, totens beacons começam a aparecer na Apple Store, em estádios esportivos, shopping centers, e talvez downtowns. Estes pequenos dispositivos usam Bluetooth para se comunicar com o seu dispositivo móvel e uma conexão Wi-Fi ou Ethernet para conectar-se à Internet, servindo como uma estação fornecedora de servicós. Isso pode soar como apenas um ponto de acesso Wi-Fi, mas não é - na verdade, as balizas não são pontos de acesso, mas ponto de contato local. Isso significa que eles servem uma pequena área - cerca de 30 metros, alcance do Bluetooth - para proporcionar interação com os usuários/consumidores.

Por exemplo, um jardim zoológico ou um museu poder usar os totens para fornecer informações relevantes sobre o que você está olhando, fornecer links para outras informações ou a tocar um áudio ou vídeo. Um estádio pode usá-los para saber onde você está para que o alimento que você comprou chegue até você mais rápido ou para dizer-lhe a localização do banheiro mais próximo. As aplicações mais interessantes para usuários individuais envolverão sites e aplicativos que interagem com as balizas para saber onde esses usuários estão e então personalizar o conteúdo e os serviços em conformidade com o perfil de cada um. Há um grande potencial para o uso dos beacons no marketing. Mas é preciso evitar abusos de privacidade.

E como os beacons não necessitam de interação, podem servir também para simplesmente gravar os endereços Bluetooth de dispositivos que vêm na faixa de alcance para montar visualizações de tráfego de pedestres, de onde as pessoas tendem a se concentrar em paqrues, shoppings, supermercados, e assim por diante - dados de grande interesse para os varejistas, urbanistas, e a polícia.

A Apple é, mais uma vez, a empresa mais adiantada no uso da tecnologia - a iBeacons está em cada dispositivo iOS 7 (todos os iPads e iPod Touches dos varejista têm agora um novo uso) e permite que cada um desses dispositivos aja como beacons. Mas várias empresas já vendem balizas autônomas, bem como balizas com protocolos e serviços que podem ser usados ​​em aplicativos desenvolvidos para outras plataformas.

Como a Apple tem, de longe, a mais ampla base de usuários beacon, espera-se que ela seja o centro de gravidade para esta tecnologia. Mais uma vez, esperar-se que a Google introduza um conjunto semelhante de APIs para o Android em algum momento.

4. Miracast

Em março de 2008, a Apple retrabalhou seu dispositivo Apple TV para ser uma mídia independente, tanto para o conteúdo local (iTunes) quanto para o conteúdo online (iTunes Store). Em setembro de 2010, a Apple retrabalhou sua tecnologia AirTunes para ser usada com o AirPlay, permitindo que dispositivos iOS e OS X pudessem transmitir vídeo e áudio pelo ar para a Apple TV e alto-falantes AirPlay licenciados. Desde então, a combinação do AirPlay com a Apple TV vem revolucionando o consumo de mídia, deixando que os computadores e os dispositivos transmitam conteúdo móvel para uma variedade de dispositivos de reprodução, bem como recebam (no caso do iPad e iPhones) media de outros dispositivos. A tecnologia também ganhou força em algumas empresas para apresentações e conferências.

No resto do mundo móvel, no entanto, o streaming de mídia é uma bagunça. O mundo Android tem três tipos de conectores de vídeo (MHL, MiniHDMI e DisplayPort), bem como duas tecnologias de streaming de vídeo (DLNA e Miracast). O Windows 8 usa a WiDi, tecnologia Wireless Display da Intel construída em seus atuais co-processadores gráficos. Novos tablets Kindle Fire HDX, da Amazon, Miracast.

Apoiado pela WiFi Alliance, que tornou os outrora desarrumados protocolos 802.11 interoperáveis, o padrão Miracast pretende tornar o streaming de vídeo sem fio interoperável entre computadores, dispositivos móveis e dispositivos de animação, como aparelhos de som, TVs e alto-falantes. Mas, embora o WiDi, da Intel, incorpore o padrão Miracast, muitos PCs com Windows precisam de atualizações de drivers para suportar Miracast. O Kindle Fire HDX é certificado com apenas um dispositivo Miracast, o Netgear Push2TV - minando a promessa de interoperabilidade Miracast. Até agora, apenas o Google e recentes dispositivos Android da Motorola Mobility suportam Miracast.

Acredito que 2014 será o ano em que a tecnologia Miracast cumprirá a sua promessa ou seguirá o destino do DLNA, padrão introduzido em 2003 que muitas vezes falha ao misturar dispositivos de diferentes fabricantes, tendo portanto, fracassado na sala de estar.

5. MBaaS

É um dos termos mais feios da tecnologia hoje, e seu significado é altamente variável e confuso, mas como o mobile-backend-as-a-service (MBaaS) é cada vez mais importante para os desenvolvedores, creio eu, está prestes a passar por uma grande mudança.

Era da Forrester Research a melhor explicação de MBaaS, feita em 2012, quando o termo começou a proliferar: middleware para gerenciamento de dados e serviços de autenticação necessários aos aplicativos móveis que dependem de serviços baseados na nuvem, como armazenamento. Mas hoje, o termo MBaaS é usado para designar quase qualquer serviço de nuvem que use um aplicativo móvel como ponto de acesso, tais como processamento de vídeo, processamento de pagamentos, localização pesquisa de informações e veiculação de anúncios.





Que mudanças vejo para MBaaS em 2014? A parte "M" vai deixar de ser tão relevante, porque a mesma lógica se aplica a aplicativos de desktop e Web, também. A parte "B" também vai desaparecer, porque a noção de um back-end é muito restrita e assume um modelo de data center central, enquanto serviços (como APIs) virão de várias fontes e serão federados. A parte mais relvante da MBaaS é a de serviços, e eles vão enriquecer ainda mais os aplicativos móveis. Por isso a Software AG comprou o JackBe, o eBay comprou o PayPal, o Facebook comprou Parse, a unidade Heroku da Salesforce.com fez uma parceria com a AnyPresence e Google e Microsoft oferecem funcionalidade MBaaS em suas plataformas e serviços de infraestrutura.

Fonte: http://cio.com.br/tecnologia/2014/01/06/cinco-tecnologias-moveis-devem-ser-predominantes-em-2014/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Saiba como trocar o Notebook por um Tablet

Mobilidade: Veja que com os acessórios, apps e serviços certos, você pode ser até mais produtivo do que com seu portátil "velho de guerra".

O verdadeiro tablet “matador de notebooks” ainda está por vir, mas com os modelos atuais e alguns ajustes você já pode pensar em aposentar seu computador portátil. Com o menor peso, maior autonomia de bateria e inicialização instantânea dos tablets, os principais componentes de uma máquina de produtividade já estão no lugar.

Quando o assunto é “trabalhar”, o Surface 2 e Surface Pro 2, ambos da Microsoft, tem uma grande vantagem sobre os concorrentes com iOS ou Android: o pacote Microsoft Office, que vem incluso no Surface 2 e pode ser instalado no Surface Pro 2. Ambos também tem amplas (para os padrões dos tablets) telas de 10.6”. O Surface Pro 2, com uma versão completa do Windows e a capacidade de rodar todos os aplicativos que você usa no desktop, só precisa de uma das capas com teclado (Touch Cover ou Type Cover) para se tornar um belo híbrido.

Mas para a vasta maioria dos usuários, que tem tablets com iOS ou Android, há outras opções de produtividade disponíveis. Com os aplicativos e acessórios certos, e poucas mudanças na forma como você trabalha, seu tablet favorito pode acabar substituindo um notebook comum.


Escolha suas armas

Se você ainda não tem um tablet, duas ótimas opções são o iPad da Apple e o Nexus 10 da Google. O Nexus tem uma tela um pouco maior, NFC (comunicação por proximidade) integrado e um preço inicial menor: US$ 399 pela versão de 16 GB, ou US$ 499 pelo de 32 GB (preços nos EUA).
O iPad começa em US$ 499 pelo modelo de 16 GB, mas o novo iPad Air pesa menos (453 gramas, contra 589 gramas no Nexus) e está disponível em versões com 4G LTE integrado, um ótimo recurso para viajantes frequentes, e algo que não é comum em muitos notebooks.

Uma coisa temos que admitir desde o início: trabalhar em um notebook envolve abrir mão de algumas coisas, principalmente do espaço na tela. Um iPad tem uma área de trabalho de apenas 9,7 polegadas, enquanto o Nexus 10 tem um tiquinho a mais (10 polegadas). É consideravelmente menos espaço do que você consegue mesmo em um notebook com uma tela de 13,3 polegadas, e algo a levar em conta se você trabalha com muitas planilhas ou não tem boa visão.

Por outro lado, tanto o iPad quanto o Nexus tem uma resolução de tela altíssima: 2048 x 1536 pixels no iPad e 2560 x 1600 pixels no Nexus 10. Você não está perdendo a capacidade de fazer trabalhos super detalhados, está apenas fazendo isso em uma área menor.

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O Nexus 10 é um dos melhores tablets com o sistema operacional da Google

Sua escolha de tablets também irá ditar os acessórios que poderá usar, e esse é um ponto importante. O Nexus 10 tem suporte a USB On-The-Go (USB OTG), o que permite que você conecte a ele um mouse e teclado com fio ou mesmo um pendrive. O mouse, em especial, dá ao Nexus 10 uma grande vantagem sobre o iPad, já que torna o tablet significativamente mais parecido com um notebook, especialmente no processamento de textos e planilhas, facilitando muito a transição.
Por outro lado, há acessórios em abundância para o iPad, especialmente capas e teclados. Falando neles...


Adicione um teclado

Com certeza você irá querer um teclado. Tanto o Android quanto o iOS tem teclados virtuais que são suficientes para anotações rápidas e um e-mail ocasional, mas ele ocupam quase a metade da tela e não oferecem feedback tátil. Para digitação a sério, você vai querer um teclado de verdade.

Os usuários do iPad podem escolher entre uma ampla variedade de teclados, muitos dos quais também funcionam como capas e estojos. A Belkin e a Logitech recentemente anunciaram teclados (nas linhas QODE e Folio, respectivamente) para o iPad Air, e tanto eles quanto outros fabricantes oferecem opções similares para os modelos mais antigos. Eles se conectam ao tablet via Bluetooth e geralmente seguem o mesmo design, efetivamente criando uma experiência bem integrada e similar a um notebook.
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O FabricSkin Keyboard Folio, da Logitech, é um dos muitos teclados disponíveis para o iPad

Os usuários do Nexus 10 encontrarão menos opções. O MiniSuit Bluetooth Keyboard Stand Case e o VSTN Aluminum Nexus 10 Keyboard Case, por exemplo, também funcionam como uma capa rígida para o tablet e o posicionam em um ângulo confortável para a visualização da tela.
Se você não faz questão de um teclado perfeitamente integrado, qualquer teclado Bluetooth deve funcionar, tanto com o Nexus quanto com o iPad e qualquer outro tablet.


Encontre os apps certos

Para muitos usuários, o software representa o principal desafio em usar um tablet para trabalhar. De fato, você terá de fazer um inventário dos programas que usa no dia-a-dia e descobrir quantos deles podem ser substituídos por apps similares ou equivalentes.
Vamos começar com o mais importante para muitos, o Microsoft Office. A Microsoft oferece uma versão (bastante limitada) de seu pacote de escritório para o iPhone e smartphones Android, mas não há versões para tablets. Felizmente há muitas formas de lidar com documentos, planilhas e apresentações em um tablet.
Por exemplo o Quickoffice da Google, com versões para Android e iOS, oferece recursos básicos para criação e edição de documentos e é compatível com os arquivos gerados pelo Microsoft Office. O app é gratuito mas você terá de armazenar seus documentos em uma conta no Google Drive, já que o Dropbox e outros serviços de armazenamento online não são suportados.
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Gratuito, o QuickOffice lê e edita arquivos do Microsoft Office. Mas você terá de adotar também o Google Drive

Se você prefere o Office “de verdade” o CloudOn oferece uma versão virtualizada do Office 2010, e permite que você crie, edite e compartilhe documentos do Word, Excel e PowerPoint usando mesma interface dos PCs com a qual você já está acostumado. O serviço requer um app gratuito, disponível para iOS e Android, e a assinatura básica é gratuita, com um plano Pro com recursos extras disponível por US$ 2,99 mensais. Entretanto ele requer uma conexão ativa à internet, e não funciona offline.
Quanto aos outros programas para o desktop, você ficará surpreso em saber quantos deles tem versões para tablets. Adobe Reader, Dropbox, DocuSign, Evernote, Photoshop, RoboForm, Skype, Twitter e muitos mais tem equivalentes para o Android e iOS. O AnyConnect, da Cisco (para Android e iOS), pode ajudá-lo a se conectar à VPN de sua empresa, e o LastPass pode tornar as senhas de todos os sites e serviços que você usa no desktop acessíveis em seu tablet.

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Cisco AnyConnect garante a conexão à VPN de sua empresa

Não consegue encontrar um app para substituir um programa vital? Então mantenha seu notebook na jogada: deixe ele rodando no escritório e use um app de acesso remoto como o LogMeIn para se conectar e assumir o controle do sistema à distância. Agora você pode rodar quaisquer programas quiser em seu tablet, como se estivesse sentado em sua mesa.


Migre seus dados

A peça final do quebra-cabeça são os dados. Resita à idéia de copiar todos os seus documentos do Office, PDFs e outros aquivos para o tablet. Se você vai passar a maior parte do tempo trabalhando online é melhor tirar proveito de um serviço de armazenamento na nuvem como o Box, Dropbox, Google Drive, SkyDrive ou SugarSync. Em pouco tempo eles irão copiar seus arquivos no desktop para seu espaço online, mantendo-os em sincronia e tornando-os disponíveis através dos respectivos apps em seu tablet. E se você souber de antemão que irá precisar de alguns documentos mesmo quando estiver offline, basta baixá-los para o tablet.

Você também vai querer migrar os favoritos de seu navegador. Isso é moleza para os usuários do Google Chrome, já que basta fazer login com seu usuário do Google nas versões para Android ou iOS do navegador para que seus favoritos sejam imediatamente sincronizados. Quem usa outros navegadores pode instalar o Xmarks, que além de manter todos os seus favoritos em sincronia entre múltiplos navegadores também os torna acessíveis em smartphones e tablets através de um app próprio. 

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O PST Mail permite ver no iPad o conteúdo de arquivos .PST do Outlook

Quanto ao e-mail, pode ser tão simples quanto adicionar uma conta do GMail ou Yahoo aos programas de e-mail padrão do Android ou iOS, ou pode envolver uma consulta as configurações de seu servidor Microsoft Exchange ou mesmo a importação de um arquivo PST do Outlook com suas pastas e mensagens. O PST Reader (Android) e PST Mail (iOS) ajudam com isso, permitindo que você veja e busque suas mensagens. Se sua empresa tem um departamento de TI, ela pode ter procedimentos ou políticas para lidar com e-mail em dispositivos móveis. Comece por lá.


Outras considerações

É importante lembrar que um tablet pode ser mais do que apenas um substituto para um notebook, pode ser um avanço. Por exemplo, com um app como o CamScanner você pode usar seu tablet como um scanner, capturando fotos de documentos, convertendo-os em texto puro ou PDFs e arquivando-os eletronicamente.

O Evernote também pode ser uma ferramenta incrivelmente poderosa para os usuários de tablets, com recursos básicos para processamento de texto e um robusto sistema de captura e gerenciamento de informações, tudo isso combinado com sincronia e compartilhamento de dados muito fáceis. No iPad o Audiolio permite tomar notas e capturar áudio, criando marcadores sincronizados ao longo do caminho, com uma facilidade que nenhum notebook consegue igualar. O WritePad consegue transformar anotações rabiscadas na tela de seu tablet (usando os dedos ou uma caneta) em texto, e a nova caneta LiveScribe 3 pode enviar notas escritas em papel diretamente para seu iPad.

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Audiolio sincroniza anotações e gravações de áudio

Pode levar um tempinho até você se acostumar a trabalhar em um tablet, especialmente para coisas como o processamento de textos e edição de imagens. Mas depois que você começa a apreciar os benefícios, pode nunca mais querer tocar em um notebook.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2013/11/08/mobilidade-saiba-como-trocar-o-notebook-por-um-tablet/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Novo índice de cidades conectadas da Ericsson mede maturidade de TIC

A empresa lançou a edição 2013 do Networked Society City Index com ranking de 31 metrópoles globais com mais de 1 milhão de habitantes. São Paulo está em 17o lugar

A empresa sueca de telecomunicações Ericsson lançou nesta terça-feira, 19/11, a nova edição do Networked Society City Index, estudo que avalia o grau de maturidade do uso da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em 31 metrópoles globais, incluindo São Paulo.

O estudo, que é realizado desde 2011, tem como objetivo medir a performance das cidades cruzando dois indicadores: a maturidade do uso da TIC e o desenvolvimento urbano sustentável baseado no que a empresa chama de "triple bottom line" (ou resultado final triplo) - evolução econômica, social e ambiental.

city index
A proposta é provar que há uma relação direta possível entre a maturidade da TIC e a evolução da vida nas cidades e as notas para compor o ranking foram obtidas a partir do cruzamento dos dois indicadores. Cada indicador é dividido em três dimensões que por sua vez se ramificam em algumas variáveis. No caso da maturidade de TIC as dimensões são infraestrutura, acesso e uso.
Para o Triple Bottom Line são levados em conta indicadores como saúde, educação, inclusão social, poluição, mudanças climáticas, produtividade e competitividade. Na edição deste ano, as três cidades com maior índice de maturidade foram, respectivamente, Estocolmo, Londres e Singapura. São Paulo ficou em 17o lugar na lista.

Na avaliação de TIC o relatório incluiu em 2013 aspectos como 4G, open data, transações eletrônicas e usos mais avançados da tecnologia da informação e telecom. A capital da Suécia ficou em primeiro lugar no ranking por conta de sua infraestrutura de TIC, larga penetração de smartphones, uso intensivo da tecnologia e conexões de alta velocidade, que foram pareados com iniciativas de desenvolvimento e inovação das áreas urbanas tendo a TIC como recurso central viabilizador.
Já São Paulo ficou no meio do caminho, em 17o lugar, com pouco mais de 50 pontos para os dois indicadores, abaixo de cidades como Moscou (16o lugar), Sidney (14o lugar) e Miami (12o lugar). A cidade no entanto é a primeira na fila das metrópoles da América Latina incluídas no ranking, ficando acima de Buenos Aires (21o lugar),  Cidade do México (23o lugar).

Patrik Regårdh, líder do Networked Society Lab da Ericsson explica que a empresa acredita que a TIC "acelera de forma significativa as interações entre vários elementos das cidades, tornando-as mais intensas e com melhor relação de custo/benefício. O resultado é a revitalização do desenvolvimento econômico da cidade".

Segundo a Ericsson, a tecnologia precisa ser vista como uma plataforma de colaboração em atividades de intensa troca de conhecimento entre empresas, setor público e cidadãos. Isso habilita empresas e instituições a compartilhar recursos de forma eficientes e oferecer serviços que não conseguiriam prover de forma independente.

Regårdh vai mais além ao advogar que é possível pensar em colaboração entre cidades, usando por exemplo plataformas de dados abertos. "Uma solução de open data poderia, por exemplo, permitir que serviços de informação sobre transportes públicos funcionassem não só em Miami, mas em Jacarta ou na Cidade do Méximo. A vida de turistas e visitantes seria profundamente facilitadas, mas também economizaria recursos de infraestrutura para as cidades, uma vez que elas poderiam escalar uma mesma solução".

O estudo Ericsson Networked Society City Index foi anunciado no final do evento NEST - Networked Society Forum, um Think Tank promovido pela companhia para discutir a evolução da vida nas cidades e que foi realizado esta semana em Miami.


FONTE: http://idgnow.uol.com.br/internet/2013/11/20/novo-indice-de-cidades-conectadas-da-ericsson-mede-maturidade-de-tic/

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Nove tendências para 2014

 Estamos em um daqueles momentos raros, quando um monte de tendências começaram a cristalizar

 

Originalmente, percebi que ia desfiar algumas previsões sobre o próximo ano mas estamos em um daqueles momentos raros, quando um monte de tendências começaram a cristalizar – e tenho a certeza que muitas delas vão persistir por mais de 12 meses.

Estas nove tendências representam uma enorme mudança num curto espaço de tempo. As implicações para a indústria das TI são interessantes, para dizer o mínimo. Por um lado, se o software define a infraestrutura, então o hardware torna-se ainda mais comoditizado, incluindo equipamentos de rede. E se a perspectiva das aplicações, finalmente, parece estar ao alcance de se poder escrever uma vez e funcionar em qualquer dispositivo-cliente, então o dispositivo-cliente escolhido torna-se menos importante.

Entretanto, a forma como o software é entregue mudou para sempre. IBM, Oracle, SAP e outros fornecedores tradicionais estão tão profundamente enraizados em organizações que podem continuar a extrair grandes somas de clientes que querem manter essa situação. Mas o que é novo e excitante? É principalmente o “open source” ou o SaaS ou as acessíveis apps móveis. Parece- me que a indústria pode precisar ecalibrar suas expectativas de receitas, mesmo que muitas “startups” sejam compradas.
Como a empresa de TI vai lidar com a cloud e o mundo móvel em que já não tem o monopólio sobre a tecnologia de negócios continua a ser uma questão em aberto. Em muitas organizações, há uma crescente percepção de que, para se manter competitivo, é preciso desenvolver todos os tipos de aplicações Web e móveis para os clientes e ver o que funciona. Pode a TI adquirir as capacidades e tecnologias para fazer isso acontecer? Ou será que a gestão do negócio será forçada a olhar para o SaaS, empresas ágeis de programadores ou outros prestadores externos – e deixar a TI apenas para manter as luzes acesas?
Confira:

1. Cloud é o novo hardware
A afirmação pertence ao CEO da Credit Pivotal, Paul Maritz. A tese: todas as grandes mudanças da indústria têm sido impulsionadas por novas plataformas de computação, do PC para o servidor-cliente e para a Internet. Para servidores, armazenamento e equipamentos de rede se comportarem como uma grande “máquina”, onde as aplicações podem assumir uma enorme escalabilidade, toda a infraestrutura deve ser virtualizada e controlada centralmente – isto é, definida por software. Ultimamente, esta tendência vai além do SDN (“software-defined networking”) para incluir todos os sistemas no centro de dados, abrindo caminho para o HVAC (“heating, ventilation, and air conditioning”). Esquemas de controle avançados de software, pioneiros nos fornecedores de nuvem pública, vão continuar a passar para a empresa.

2. Engajamento lidera as ações
Então, quem vai tirar proveito da escalabilidade massiva na nuvem? Não para antiquados “sistemas de registo” nas empresas, como ERPs, onde o modelo de dados raramente muda e se sabe mais ou menos quantas pessoas vão usá-lo. Onde a nuvem brilha é na alimentação de “sistemas de engajamento” (“engagement”): Web virada para o cliente e aplicações móveis cujo uso pode variar por magnitudes.
Otimizar essa interação do cliente tornou-se a área mais quente da tecnologia, impulsionando o desenvolvimento de infraestrutura elástica, novas tecnologias de base de dados, bem como a recolha e análise de Big Data (principalmente fluxos da Web e outros dados de usuários). A análise de Big Data usando aplicações baseadas em Hadoop pode ser o maior avanço na tecnologia empresarial da última década. Não muito atrás estão as bases de dados NoSQL, como MongoDB, Cassandra e Couchbase, que redimensionam como loucas e permitem alterações rápidas aos modelos de dados.

3. Big Data vai estourar
 O lado analítico do de Big Data continua sendo uma enorme promessa,. No curto prazo há simplesmente demasiadas soluções de Big Data em busca de problemas. No longo prazo, o potencial para Big Data vai muito além de optimizar o e-commerce para abraçar todos os tipos de setores, desde a fabricação até ao transporte e à rede elétrica.
Mas essas áreas verticais exigem que a Internet industrial (também conhecida como Internet das coisas) esteja online, onde os sensores ligados entreguem grandes quantidades de telemetria para promover melhorias no design de produtos, previsão exaca de falhas, e assim por diante. A GE e a IBM são os primeiros líderes nesta área, mas estamos apenas no início. Daqui a alguns anos, quando a Internet industrial estiver em pleno andamento, o Big Data vai ser muito, muito grande, e a sede por soluções de analíticas de Big Data será inextinguível. Entretanto, se alguma bolha estourar em 2014, a Big Data irá primeiro.

4. A integração da nuvem vai avançar
A Big Data tem uma tendência para ficar onde está, com um número cada vez maior de armazenamentos de dados na nuvem alimentando o Analytics baseado na nuvem. A adoção do modelo de cloud em geral, particularmente aplicações SaaS com lojas próprias de dados, corre o risco de repetir os maus velhos tempos da organização em silos onde, duplicados ainda que ligeiramente, diferentes registos sobre os mesmos produtos e clientes eram espalhados em armazenamentos de dados isolados (juntamente com valiosos processos que deveriam ter sido partilhados).
A resposta é dupla: a integração em nuvem e mais e melhores APIs. Abundam os “players” da integração em nuvem, incluindo a Cordys, Dell Boomi, IBM Cast Iron, Informatica, Layer 7, MuleSoft, SnapLogic e WSO2. Além disso, as APIs, aparentemente, têm agora a sua própria conferência – juntamente com novas soluções de APIs, como as oferecidas pela Apigee, que permitem às empresas publicar e manterem as suas próprias APIs públicas.

5. Identidade é a nova segurança
Um exagero mas a verdade é que a identidade deve agora esticar para englobar tanto aplicações locais e em SaaS. Gerir quem tem acesso a o quê – e desprovisionar os empregados quando eles deixam a empresa – está a tornando-se mais essencial e mais complicado. Microsoft, Okta, Salesforce e outros estão desenvolvendo soluções. Sem a gestão de identidade na nuvem, as empresas não podem adotar soluções de cloud pública com segurança e eficácia.

6. A memória é o novo armazenamento
A grande memória está explodindo em duas frentes. No lado do software, cada fornecedor de base de dados relacional está adicionando capacidades “in-memory”, principalmente para análise de dados, reduzindo drasticamente o tempo necessário para os trabalhos de grande processamento. Do lado do hardware, soluções como as da Condusiv Technologies e PernixData montam um grande e distribuída cache usando memória flash em servidores, reduzindo assim consideravelmente a percentagem de leituras e escritas que devem viajar pela SAN (“storage area network”).

7. O futuro é alimentado por JavaScript
Graças a uma infinita variedade de dispositivos móveis (mais novas TVs, carros, e muito mais), nunca vimos nada parecido com a diversidade atual do hardware-cliente. Ninguém gosta de manter uma aplicação-cliente nativa, separada, para cada plataforma. Se sonha em manter uma única base de código, a app deve ser executada em um browser – em outras palavras, deve ser uma aplicação JavaScript/HTML5.
Não é de admirar que um novo “framework” de JavaScript pareça surgir a cada semana, com peças descontroladamente inventivas como o Famo.us, empurrando o que o JavaScript pode fazer. Além disso, ambientes de desenvolvimento móvel em diferentes plataformas, como o PhoneGap, permitem uma fácil conversão de aplicações JavaScript para apps nativas.

8. Desenvolvedores empresariais voltam-se para PaaS
Até agora, os principais clientes de PaaS foram programadores de software comerciais e organizações de serviços profissionais. Mas à medida que mais empresas tenham as suas aplicações Web e móveis, os desenvolvedores corporativos vão ver os benefícios de PaaS como o Microsoft Azure, Pivotal Cloud Foundry, Red Hat OpenShift ou SalesForce Heroku. Todos oferecem ferramentas e serviços necessários para a codificação ágil, teste e implantação de aplicações na nuvem.
O pleno apoio da IBM ao Cloud Foundry este ano foi um marco importante – que pode tornar algumas empresas menos hesitantes em colocar o seu código na plataforma de outros. Além disso, a IDC previu o aumento das ofertas de PaaS específicas da indústria, que incluem serviços pré-construídos específicos para determinados setores verticais.

9. Mais poder aos programadores
Se há uma linha comum em todas estas previsões, é a declaração de Marc Andreessen há dois anos de que o software está “comendo” o mundo. Com tantas plataformas diferentes para programar – e ainda com a infraestrutura dos data centers tornando-se programável – não há simplesmente programadores suficientes para escrever todo esse código. Com a procura insaciável vêm altos salários e status, pelo menos para aqueles com a combinação certa de habilidades. Podemos descobrir formas melhores e mais eficientes para treinar pessoas nessashabilidades, por favor?

FONTE: http://cio.uol.com.br/tecnologia/2013/10/06/nove-tendencias-para-2014/