terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Curiosidade: A Samsung rejeitou o Android

Antes de oferecer seu produto ao Google, Andy Rubin tentou apresentar o Android para a Samsung no final de 2004, procurando por investimentos em sua plataforma.
No entanto, a Samsung não viu um potencial no Android naquela época e preferiu não investir na startup. A história foi levantada pelo site Phone Arena, citando o livro “Dogfight: How Apple and Google Went to War and Started a Revolution”, do jornalista Fred Vogelstein.
Rubin foi até a Coreia do Sul acompanhado de mais sete pessoas de sua equipe e se reuniu com 20 executivos da Samsung para apresentar sua ideia de um sistema operacional para dispositivos móveis.
Segundo as declarações, ao final de sua apresentação em vez de ser recebido com entusiasmo e questionamentos, Rubin presenciou um silêncio profundo na sala. Os executivos da Samsung não levaram a sério a proposta e chegaram até mesmo a brincar perguntando se Rubin “estava louco” por trazer uma proposta tão ambiciosa desenvolvida por uma equipe tão reduzida.
Mas o mesmo não ocorreu quando Rubin, duas semanas depois, marcou uma reunião com Larry Page e fez a mesma oferta para o Google. No início de 2005, o Google decidiu não só investir como comprar o Android por US$ 50 milhões, considerada uma das mais importantes aquisições realizadas pela empresa.
Inicialmente pensado para rodar em câmeras digitais, após a aquisição do Google Rubin e sua equipe passaram alguns anos desenvolvendo o sistema para ser utilizado em dispositivos com tela sensível ao toque - o primeiro dispositivo com Android, o HTC G1, foi lançado em outubro de 2008.
Atualmente, Rubin é chefe da divisão de robótica do Google e o Android é o sistema operacional móvel dominante no mercado. A Samsung por sua vez é a principal fabricante de dispositivos com a plataforma.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2014/02/samsung-teve-oportunidade-de-comprar-o-android-mas-rechacou-a-ideia.shtml
Google e Foxconn podem estar trabalhando na fabricação de robôs




A gigante taiwanesa Foxconn estaria trabalhando em conjunto com o Google na fabricação de robôs. A informação vem do Wall Street Journal, que afirma que a parceria já vem desde o ano passado, e que Andy Rubin, chefe da divisão de robótica da empresa americana, ainda teria se encontrado recentemente com o CEO asiático para “acelerar a entrega” dos robôs nas fábricas orientais.

Segundo fontes próximas ao assunto ouvidas pelo jornal, Terry Gou, o chefe da Foxconn, teria se animado com as tecnologias de automação demonstradas pelos parceiros no encontro. Além disso, Rubin teria pedido aos taiwaneses ajuda para “integrar uma companhia de tecnologia que o Google adquiriu”, que seria beneficiada pelos avanços em engenharia mecânica feitos pelos asiáticos.



A tal companhia poderia muito bem ser a Boston Dynamics, comprada pelos norte-americanos em meados de dezembro do ano passado. Os valores não foram revelados, mas a negociação chamou bastante atenção por mostrar que o Google tem mesmo grandes ambições no ramo da robótica – além da criadora de máquinas como o Wildcat e oPetman, outras sete companhias especializadas no ramo já foram compradas pela gigante.

Na época dessa última aquisição, aliás, foi reportadoque o Google se focaria primeiramente na manufatura, o que está sendo confirmado com essa parceria. Isso porque o interesse da Foxconn nessa área é enorme, segundo o WSJ: há algum tempo os taiwaneses vêm querendo acelerar a automação nas linhas de produção, de forma a contornar o encarecimento da mão de obra na China e a aumentar a atual taxa lucro por funcionário.

É no país asiático que ficam mais de um milhão dos trabalhadores da empresa, e a ideia inicial seria substituir ao menos os que lidam com partes mais delicadas no processo de fabricação de eletrônicos. Porém, mais para frente, de acordo com o jornal, a ambição do presidente da companhia seria até montar fábricas apenas com robôs, inclusive fora da China – e tudo isso compõe um belo campo de testes para os ambiciosos projetos do Google.

Analistas ouvidos pelo WSJ ainda citaram a eventual criação de um sistema operacional da empresa americana voltado para robôs usados por fabricantes. Há sentido nisso, já que a iniciativa fortaleceria o Google frente a rivais que também têm propostas dentro do ramo da robótica, como a Amazon, com seu projeto de drones-entregadores, e até a Microsoft.


Usada por bancos e esquecidas por programadores, linguagem guanha fôlego com tecnologia de conversão para java



Ainda muito utilizado por bancos, a linguagem de programação velha de guerra COBOL enfrenta uma escassez de programadores no mercado, e migrar para uma nova linguagem não é tão simples parece. Mas uma startup norte-americana chamada Heirloom Computing quer tornar as coisas um pouco mais fáceis. Dona de uma tecnologia capaz de converter para Java as aplicações desenvolvidas na complexa e antiga linguagem, a empresa está chegando ao Brasil em parceria com a DTS, companhia especializada em migração de tecnologias legadas – e promete rodar o COBOL até mesmo na nuvem.

Chamada de ELPaaS (sigla para Enterprise Legacy Platform-as-a-Service), a ferramenta é uma forma interessante para se “libertar de duas prisões”. Isso, claro, nas palavras de dois dos responsáveis por ela: Frayne Sunahara e Randy Fowler, executivos da empresa.



A primeira das prisões mencionadas por eles é a da dependência de mão de obra especializada na linguagem, cada vez mais rara. Ela é substituída em parte por desenvolvedores que criam em Java, capazes de ler e entender o novo código e até mesmo de adicionar funções a ele. A segunda prisão, por sua vez, é a do uso dos Mainframes, as máquinas utilizadas para rodar e gerenciar os dados relativos às aplicações em COBOL. Como o novo código rodará em um ambiente virtualizado em Java, torna-se possível usar servidores em UNIX tradicionais ou até mesmo uma nuvem pública ou privada de uma companhia, que é outro ponto interessante da tecnologia.

Adaptação – O processo de conversão (que, garante a dupla da Heirloom, não é uma simples tradução) se dá por meio de um plugin. Ele cria o código-fonte em Java, baseado no original em COBOL, e depois compila a aplicação. Como é flexível – e até “livre demais”, segundo Fowler –, “o Java pode entender como o COBOL se ‘sente’ ou se comporta pelas conversões”.



As migrações ainda mantêm a lógica de funcionamento original, evitando que o conhecimento da aplicação seja perdido, e rodam como se estivessem na linguagem antiga. De acordo com Sunahara, nenhuma limitação foi encontrada até agora na migração, e as aplicações já foram testadas em pelo menos 30 plataformas de nuvem diferentes.

A mudança não exige grandes adaptações, já que desenvolvedores em COBOL e em Java podem, de certa forma, entender o código. Fowler ainda lembra que isso abre um leque interessante de possíveis implementações no sistema, graças à boa variedade de APIs na linguagem mais nova. Fora que, no caso de bancos, facilita a comunicação entre equipes de desenvolvimento interno (COBOL) e de caixas eletrônicos e smartphones (Java), que “são duas tribos diferentes”, nas palavras de Sunahara.

Preço e manutenção – Os custos de migração também têm um retorno de seis meses a dois anos, de acordo com experimentos feitos pela companhia. O preço da manutenção, no entanto, já depende de outros fatores, como tamanho dos servidores UNIX ou da alocação na nuvem – esse último fator, calculado de acordo com a demanda. São pontos que empresas maiores, que eventualmente possuem um Mainframe, podem ver como um obstáculo, embora sejam até menos relevantes a companhias menores, que não arcam com os custos de uma máquina do tipo.

Questão de segurança – O Java tem chamado atenção negativamente quando o assunto é segurança. Em cada pacote de atualizações liberado pela Oracle, boa parte dos updates está relacionada a brechas no software. Para tentar passar mais confiança aos clientes, a Heirloom tem uma parceria no exterior com a EMC, empresa responsável por grandes servidores, que são, na teoria, devidamente blindados contra eventuais ataques.

Aqui no Brasil, a parceria é com a VMWare, que é parte da EMC. Dessa forma, espera-se que as mesmas soluções de segurança adotadas pela empresa principal também cheguem à tecnologia da Heirloom distribuída por aqui.

É uma tática interessante adotada pelas duas companhias, mas mesmo Sunahara admite que qualquer sistema é vulnerável de alguma forma a quebras de segurança. Evitar um ataque 0-day, por exemplo, seguirá praticamente impossível – mas medidas tomadas rapidamente podem evitar que maiores estragos sejam feitos nas companhias.

Contrato e distribuição – O contrato entre a Heirloom e a DTS foi assinado no final do ano passado, e tem validade indeterminada. Ele começa a valer já neste ano, e, segundo Fernando Parra, presidente da DTS, as vendas da tecnologia têm início neste mês, junto com a campanha de marketing e com a saída da certificação. O objetivo da parceria é atender a 10 casos de migração de tecnologia só em 2014.

Fim do COBOL? – Vale mencionar que, apesar de tudo, a tecnologia de migração ainda não significa um ponto final para a vida da velha linguagem de programação. Segundo os dois representantes da Heirloom, ambos com algumas dezenas de anos de experiência em desenvolver em COBOL, ela ainda tem muitas capacidades que muitas outras não têm. Para lidar com dinheiro, por exemplo, a linguagem segue como uma das mais indicadas.

Mas as empresas, de acordo com eles, precisam se adaptar para sair desse mundo, especialmente pela dificuldade que há em fazer uma alteração em um sistema baseado em COBOL. É preciso analisar com cuidado, é claro, mas uma migração parcial para Java é um começo – e já simplifica a adição de um recurso ou modificação em uma aplicação de cartão de crédito, por exemplo.


Novidades de PES 2014 e a Inteligência Artificial continua BURRA




De um lado um time valendo mais de 870.000.000, com força 936, pontuação 619, o que significa uma bazuca contra… o time que você inicia da Master League Online. Você já tem mais de 2 mil vitórias online, já ganhou vários torneios, Time dos Sonhos, Abertos Master League e etc. Você já conhece todas as manhas, atalhos, sabe “quebrar” a marcação individual e sabe que como qualquer game de esportes, o importante é aprender e decorar os scripts do jogo para “adivinhar” as jogadas.





No contra, 1X1 online isso funciona, mas quando botamos a suposta IA para funcionar a coisa degringola.

Chutinhos de peido de Ibrahimovic, Cristiano Ronaldo ou Aguero ao sair cara a cara com um Ivyghasek é dose pra mamute. Uma dupla de zaga com David Luiz e Kompany, com Cambiasso e Pirlo de volantes perder um combate contra Vratokov e Minandinho?

Desde Pro Evolution Soccer 2010, embora a KONAMI continue a alegar upgrades todos os anos em seu sistema de IA, o que assistimos é um festival de 0×0 e partidas insossas. Já venci Abertos Master League (Modo Técnico) com os seguintes resultados, e mais de uma vez: 1X0, 1X0, 0X0, 2X1, 0X0 (penalidades), 0X0 (penalidades), 0X0 (penalidades), 1X1 (penalidades).

Talvez a inteligência artificial usada para PES seja baseada no conceito ridículo de futebol do Felipão ou do Parreira, onde o gol é um mero detalhe. Mas o que incomoda é a ausência total de inteligência artificial, mínima que seja, em partidas e movimentos que dependam da CPU.






App brasileiro para evitar catástrofes
ganha prêmio mundial 







Um aplicativo desenvolvido por brasileiros foi o grande vencedor do desafio mundial FI-WARE na categoria Cidades Inteligentes. O prêmio, no valor de 75 000 libras (o equivalente a 250 000 reais) foi entregue no início do mês, durante a Campus Party, em São Paulo, aos criadores do Fi-Guardian, uma ferramenta desenvolvida para ajudar autoridades a evitar e gerenciar catástrofes naturais.


Desenvolvido após a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, em 2011, na qual mais de 900 pessoas perderam a vida, o software para celulares e tablets reúne dados de fontes usadas pelo governo para monitorar riscos, como o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem). Além de permitir que os moradores de Nova Friburgo, no Rio, acompanhem o nível dos rios por meio de câmeras, o Fi-Guardian permitirá que eles recebam avisos sonoros, via SMS, com alertas sobre risco de deslizamentos, além da localização dos abrigos mais próximos.

Para desenvolver o aplicativo, os criadores do Fi-Guardian contaram com o incentivo do FI-WARE. Lançado em 2011 pela Comissão Europeia e pelas principais empresas de TI do continente, o programa de colaboração público-privada oferece interfaces de programação abertas e livres de royalties. A equipe vencedora contou ainda com o apoio de empresas de tecnologia que liberaram aos programadores serviços como os de computação em nuvem. Sem essa contribuição, a ferramenta, criada em cerca de um mês, poderia ter levado até dois anos para ser desenvolvida.


Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ti/2014/02/app-brasileiro-para-evitar-catastrofes-ganha-premio-mundial.shtml

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


5 Critérios para adoção de Software Livre para uso corporativo



Bem, estamos em 2014 e parece que as previsões se confirmaram e evoluiram muito mais que o previsto.

Hoje as soluções de softwares comerciais devem ter até 80% de códigos livres em sua composição!

Ou seja, apenas 20 % de cada software e realmente diferencial, códigos especialistas ou soluções feitas sob demanda.

Uma evolução muito rápida em cima das previsões do Gartner.

Sob a ótica atual, a comoditização é geral e democrática, o primeiro passo na transição para cloud computing, um modelo de negócios que se tirarmos uma ou outra plataforma proprietária, que pode demorar a pegar sobra ainda as fornecedoras de IAAS, (infraestrutura como serviço) os serviços de base: filas de mensagens, repositórios (storage organizados e acessíveis), bancos de dados, DNS entre outros, que são majoritariamente baseadas em softwares livres ou no mínimo, baseados em padrões abertos.

Você está preparado ?

Se a migração para Cloud Computing de seu ambiente requer muita modificação e transição, você não fez direito o seu dever de casa.

A migraçao para cloud computing ficará mais tranquila se o “core” de suas aplicações estiver “cloud ready” em casa, antes da transição. E acredito que o uso de serviços de infraestrutura com padrões abertos é um ótimo exercício.

Estamos diante da época de maior compartilhamento de bens que a humanidade já conheceu e sua empresa não está preparada para se apropriar disto?

Você está pagando uma baba de dinheiro bom por commodities?

As fases de utilização de softwares livre para geração de diferenciais estratégicos competitivo, em vários ramos de negócio já passou. Assim como tentar fazer os usuários de desktop engolir Linux para o dia a dia.

Mas, a adesão a um novo “modus operandi” do meio tecnológico aplicado ao suporte a processos de negócios com vistas ao mundo da cloud computing de IAAS e em algumas PAAS, a prévia utilização de algumas tecnologias livres é imprescindível, mas, isto é assunto para outro artigo.

Ainda é tempo para economizar alguns $, 2014 esta apenas começando e é tempo de colocar mais aluguns projetinhos de preparação para migração para as nuvens.

Escolhi alguns itens que considero essenciais para a qualificação de sofwares livres para o uso corporativo, seja este diretamente para o suporte a processos de negócios, como nas plataformas de e-commerce, Blogs ou simplesmente utilizar alguns softwares livres consagrados com grande maturidade prover serviços de infraestrutura como DNS, e-mail, FTP, message queues ou databases.

Quanto ao peso específico de cada critério ou a uma prévia ordem de avaliação, acredito que isto dependa do negócio sendo assim, a importância do quesito deve ser levado em consideração no caso a caso.

Procurei elencar alguns critérios funcionais que possuem impacto direto na utilização, assim como, na geração de benefícios ou no custos total de propriedade. Vamos lá :

  1. Autenticação em serviços de diretórios.


    Toda corporação hoje em dia possui um serviço de autenticação, são AD’s, LDAP’s, OID’s, e-Directory entre outros tantos que tentam integrar tudo quanto é tipo de autenticação na busca do sonhado single sign-on,SSO.

    Vários softwares livres permitem também a autenticação diretamente em LDAP, AD ou mesmo através de PAM (plugable authentication modules) que possui módulos, podendo ser “dependurados” em alguns sistemas e permitir autenticações bem flexíveis.

    É sempre possível a criação de scripts para sincronização de bases heterogêneas, mas, se o número de usuários for grande isto acabará gerando um overhead nas rotinas do dia-a-dia e mais um elemento de possibilidade de falhas, estamos falando de segurança .
  2. Definição de papéis por níveis de privilégios.


    Outro quesito ligado a segurança e a administração dos usuários é as permissões de operação baseada nos privilégios concedidos, não dá para garantir a segurança na utilização de um software se este permitir o uso total das funcionalidades por qualquer usuário que tiver acesso com usuário e senha.

    É muito importante que o software permita refletir através de concessão de privilégios as atribuições de papéis e atividades permitidas para cada um deles.
  3. Persistência de informações em Base de dados.


    Existem muitas formas de se organizar informações e armazená-las, cada software pode fazê-la de um jeito diferente, criando inúmeros esquemas de interpretação e recuperação de informações.

    E você deixar para pensar nisto na hora que se quiser recuperar ou extrair informações, pode ser tarde. Procure o quanto antes avaliar isto e deixar o modelo dados á mão.

    O armazenamento de informações em bases de dados permite uma liberdade maior para acesso e extração, são inúmeros casos onde a extração da informação pode ser necessária, por exemplo: migrações, integração de soluções ou mesmo tirar alguns relatórios diferentes dos existentes.
  4. Logfile para trilha de auditoria


    Quando falamos em ambiente corporativo, estamos falando também em conformidade, e se sua empresa é uma multinacional, ou está na cadeia de fornecedor ou cliente de uma empresa sujeita a legislações internacionais isto é quase obrigatório. Mesmo queira siplesmente saber quem anda fazendo o que e aonde, é muito importante que a aplicação forneça um log file das atividades, assim como, das interações feitas pelo software nos sistemas onde estiver interfaceado.
  5. Aderência ao ambiente


    O software-alvo deve ter algumas características que não se distanciem muito do ambiente da TI existente, não só em termos de linguagens e padrões de arquitetura, mas, na questão de exigências para a execução.

    È muito importante também ter em mente a questão do suporte a solução adotada, a facilidade de encontrar recursos para manutenção ou uma eventual customização.

    Elenquei estes cinco item pois acredito que sejam os mais práticos e que quase todo gestor pode através destes critérios conseguir qualificar e subsidiar fundamentos para uma adoção.

    Entretanto, devido a dinâmica existente no desenvolvimento e nas comunidades de software livre, nos roadmaps de cada projeto é uma boa prática observar atentamente a atividade no site do projeto, número de desenvolvedores ativos, os to-do’s e os fórum de discussões.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A importância do Backup na administração de sistemas

Os backups devem fazer parte da rotina de operação dos seus sistemas e seguir uma política determinada. O melhor é fazê-los da forma mais automatizada possível, de modo a reduzir o seu impacto sobre o trabalho dos administradores e operadores de sistemas.
A lista de itens cujo backup deve ser feito com freqüência inclui:
  • dados;
  • arquivos de configuração;
  • logs.
Um ponto que merece especial cuidado é o backup de binários (executáveis e bibliotecas), que geralmente deve ser evitado. Uma exceção a essa regra é uma cópia completa do sistema logo após a sua instalação, antes que ele seja colocado em rede. Backups que incluem binários não são aconselháveis porque abrem a possibilidade de que eventuais Cavalos de Tróia ou executáveis corrompidos sejam reinstalados na restauração do sistema.
Alguns cuidados devem ser tomados em relação ao local onde são guardados os backups:
  • o acesso ao local deve ser restrito, para evitar que pessoas não autorizadas roubem ou destruam backups;
  • o local deve ser protegido contra agentes nocivos naturais (poeira, calor, umidade);
  • se possível, é aconselhável que o local seja também à prova de fogo.
Os backups devem ser verificados logo após a sua geração e, posteriormente, em intervalos regulares. Isto possibilita a descoberta de defeitos em dispositivos e meios de armazenamento e pode evitar que dados sejam perdidos por problemas com backups que não podem ser restaurados.
Algumas organizações providenciam meios para armazenar backups fora das suas instalações, como em cofres de bancos, por exemplo. Essa é uma boa maneira de garantir a disponibilidade dos backups em caso de problemas nas instalações. Entretanto, isso pode comprometer a confidencialidade e a integridade desses backups. Uma possível solução é criptografar o backup e gerar um checksum (MD5 ou SHA-1, por exemplo) dele antes que seja entregue a pessoas de fora da organização. Uma verificação do checksum antes da restauração pode servir como prova de que o backup não foi alterado desde que foi feito.
Quando for necessário restaurar um sistema, isto deve ser feito com a máquina isolada da rede. Caso o sistema em questão tenha sido comprometido, revise a sua configuração após a restauração para certificar-se de que não tenha ficado nenhuma porta de entrada previamente instalada pelo invasor.

Políticas de Backup

As combinações de backup mais comuns são: o backup total, backup incremental e backup diferencial. Abaixo segue uma breve descrição de cada uma das combinações citadas.
Backup Total
É o backup que abrange na íntegra todos os arquivos e diretórios existentes no servidor.
Vantagens:
  • Backup completo do servidor.
  • Caso você precise restaurar arquivos, eles são facilmente restaurados do único conjunto de backup.
Desvantagens:
  • Um backup completo é mais demorado que outras opções de backup.
  • Backups completos requerem mais disco, fita ou espaço de unidade de rede.
Backup Incremental
Backup incremental é o método de backup onde múltiplos backups são mantidos (e não apenas o último). Em um backup incremental, cada arquivo é armazenado uma única vez e, em seguida, sucessivos backups contêm apenas as informações que mudaram desde uma cópia de segurança anterior.
O backup incremental é altamente eficiente, uma vez que permite o armazenamento de {N} cópias de tamanho {S}, divididos em pedaços, com um total de armazenamento exigido muito inferior a {NxS}. Se a informação inicial é que o backup não mudou entre os backups, o tamanho total será próximo de {S}. Se ele mudou quase completamente, o tamanho do backup será aproximadamente {NxS}.
Vantagens:
  • Tempo de backup é mais rápido do que backups totais.
  • Backups incrementais requerem menos disco, fita ou espaço de unidade de rede.
  • Você pode manter várias versões dos mesmos arquivos em diferentes conjuntos de backup.
Desvantagens:
  • Para restaurar todos os arquivos, você deve ter todos os backups incrementais disponíveis.
  • Pode levar mais tempo para restaurar um arquivo específico, pois é necessário pesquisar mais de um conjunto de backup para encontrar a versão mais recente de um determinado arquivo.
Backup Diferencial
Backup diferencial é um backup cumulativo de todas as alterações feitas desde o último backup completo. Juntos, um backup total e um backup diferencial devem incluir todos os os arquivos no computador, alterados e inalterados.
Vantagens:
  • A recuperação é realizada em curto período de tempo, exigindo apenas um backup completo e os últimos backups diferenciais para restaurar o sistema.
  • Tempo de backup é mais rápido que backups completo ou incrementais.
Desvantagens:
  • Restaurando todos os arquivos pode levar consideravelmente mais tempo, pois você pode ter que restaurar tanto o último backup diferencial e completo.
  • Restaurar um arquivo individual pode demorar mais, pois é necessário você que localize o arquivo em um backup completo ou incremental.
Abaixo segue uma sugestão de política de backup:

Com base nas combinações acima, podemos elaborar uma boa política de backup que garanta a segurança e disponibilidade das informações de nosso ambiente, mantendo a vida do administrador de sistemas muito mais tranquila em situação de inicidente. Espero que seja útil para todos.

Fonte: http://imasters.com.br/artigo/11174/linux/a-importancia-do-backup-na-administracao-de-sistemas/